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Se não mais semeasses
em solo estéril e infrutífero,
se poupasses teus antídotos
do que está não apenas muito enfermo,
mas fatalmente condenado,
se não mais te lançasses
em débil composição óssea
contra a firme parede pétrea,
Se não tentasses fixar raízes
no fluxo implacável da corrente do rio,
Se girasses minimamente a órbita
dos teus olhos em direção
ao infinito que te cerca e te permeia,
certamente intuirías:
“Há verdades que são cruéis e imutáveis,
entretanto, aqui estou e respiro.
E se a morte insuficientemente me seduz
é porque sou potência ainda!”
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