Filed under: Uncategorized
A vida é um vício. O mais arraigado.
Da qual somente o suicida vê-se reabilitado.
É de longe o mais audaz,
o covarde está em nós.
Suporta-se o atroz,
e fazer…nada se faz.
Vem o labor, que despedaça da alma, a flor.
Vem o calor e o inverno do amor.
Da rotina inescapável, vem torpor.
Vem a ausência e nostalgia
que ser nenhum pode supor.
Vem impotência e letargia
frente às faces do horror.
Enfim tanta anuência, vem a grande aporia:
Em vez de delongar, por que a gente não se abrevia?
Deixe um comentário até o momento
Deixe um comentário